SlowYou, as histórias: Jessica Freitas

Por 16 de janeiro de 2017Beleza, Sustentabilidade

Jessica Freitas,
atriz

SlowYou, aLagarta + VERSE + meia pontaCom o desejo pra que o autoconhecimento e o sentimento de paz interior perdurem durante o ano de 2017, retomamos a série de posts da campanha SlowYou. Criada em parceria com a VERSE e o canal meia ponta no ano passado, a campanha foi idealizada pra conscientizar mulheres em relação ao próprio corpo. O mês era Outubro e o tema, o câncer de mama. Mas SlowYou tomou proporções maiores, enfatizando o autoamor e o respeito que devemos ter por nosso universo particular (e singular!).

Agora, é a vez da história da Jessica, que emprestou seu corpo, mente e emoções pras lentes de Géssica Hage. A atriz, que já explorou diversas modalidades da dança, falou em detalhes sobre essa relação pra gente.

“Eu fiz ballet e jazz durante 4 anos, na Dalal Achcar, como bolsista, e durante 5 anos eu fiz dança afro-brasileira com Charles Nelson, na Rocinha. É a minha favorita por me identificar com a cultura. Eu gosto do batuque, gosto da forma como ela se coloca, da ligação com o divino, com os orixás, as coisas da terra, com as energias que movem pela natureza. É um pouco mais tocante pra mim saber que é uma dança dos meus antepassados”.

Jessica conta, inclusive, que dançar a ajudou muito em sua profissão: “A dança construiu pilares no meu corpo pra que eu entrasse em cena segura com isso. O ballet te coloca no eixo, ele tem uma regra, uma técnica pra se mover. Você é obrigado a entender cada parte do seu corpo. Então, quando você vai pro palco, já tem o pilar da construção. E pra desconstruir depois é muito mais tranquilo: você desconstrói com muita consciência e sabe o que está fazendo no palco, porque o ballet, principalmente, te traz essa consciência corporal de eixo, de dobradiças, de vetores e tudo o que você precisa pra não se desequilibrar em cena” – explica.

Como atriz, saber a hora de ligar e desligar a mente de influências externas é fundamental pra concentração – seja no palco, ou fora dele. E é na natureza que ela enconta essa paz em momentos de solitude:

“Pra eu poder parar e respirar, vou à cachoeira, à praia, ou caminhar em algum lugar arborizado que seja mais tranquilo, pra que eu possa sentar e conseguir pensar no que fazer”.

Jessica, que faz com frequência o autoexame, disse que sua experiência com o câncer no útero e no ovário da tia a fez abrir mais os olhos pra atual falta de informação e estrutura no Brasil: “O sistema público tem faltado muito com remédios. E isso é muito grave, porque vai postergando o tratamento e se torna perigoso. Então, deixo meu apelo para que as autoridades olhem melhor para o sistema público de saúde. As pessoas estão precisando” – encerra.

_

Confira o editorial na íntegra aqui em nosso site.

aLagarta
Primeira emag feminina independente e colaborativa do Brasil. Uma eterna mutante, tem vida própria e vira borboleta toda vez que lança uma nova edição.
aLagarta on FacebookaLagarta on InstagramaLagarta on PinterestaLagarta on TwitteraLagarta on Vimeo